terça-feira, 19 de junho de 2007

Ó tempo volta para trás!

Ontem tive um dia de reencontros.
É verdade, ao deambular pelos corredores da minha escola antiga (agora de tamanhos tão pequenos!) não pude deixar de me reconhecer em cada um, no tempo em que por eles passava a correr, a gritar, a fugir - das Irmãs ou de algum colega - fosse a brincar, fosse para chegar as aulas a tempo, enfim pelos mais diversos motivos ...

Vem então provar-se a teoria de que estamos sempre bem onde nos sentimos bem e por isso estes locais são um ponto, uma fonte contínua de memórias e momentos que jamais podem ser apagados de quem as tem ou viveu.

Não sentem aquela nostalgia de ser crianças, aquele bichinho presente e que se manifesta quando olhamos para fotos, para livros e lá, longe, vemos um miúdo ou miúda de olhos esbugalhados, cabelo desalinhado, ou mesmo com franjinha e ainda os dentes a nascer?

Pois é, no entando que é feito dessas crianças há tanto tempo desaparecidas do nosso imaginário e que sobrevivem apenas nas fotos, nas lembranças? Temos de lutar por evoluir, crescer, sustentar-nos e por fim gerar novos elementos como nós, mas não podemos deixar passar em branco o facto de termos sido, tambem nós, crianças.
Não quero parecer parado no tempo, mas quero que o tempo pare em mim mais do que o que passa, fazendo assim com que possa dizer hoje e sempre: eu sou assim, mais crescido, mais responsável, mais ... mas mantenho este espirito empreendedor e assíduo na busca do puto que continua a residir em mim.


Nuno Cruz

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